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domingo, 20 de maio de 2018

A mensagem essencial com poucas palavras

Magnífica primeira página do jornal desportivo a Bola. Surpreendeu pelo que comunica e pela mestria desconcertante no jogo da Palavra JAMOR.
Há a mensagem... Há o apelo... E essencialmente a ideia que compete à comunicação social, ser agente de paz pra e apelo à festa fraterna. Porque, é isso que deve ser todo o tipo de desporto. Que o J-AMOR, seja sempre uma festa, uma grande festa contra o ÓDIO. Tudo pelo amor e tudo contra o ódio com que alguns pretendem enegrecer a vida e o mundo. 



sábado, 19 de maio de 2018

Vamos rezar juntos

na nossa imanência são só possíveis, com a sensibilidade de cada um, representações estéticas de Deus ou da realidade divina, sem que isso nos mostre formas objectivas e absolutas sobre a realidade de Deus. Sim, porque essa realidade mantém-se e manter-se-á sempre para além das capacidades humanas. Descobrimos no século XVI São João da Cruz com a sua «A Noite Obscura ou a Noite Escura da Alma». É um magnífico poema sobre a inquietação da alma que procura ansiosa o gozo de Deus. Deste tempo manifesta-se ainda outra figura incontornável, Santa Teresa de Ávila, que nos seus vários escritos, também expressou misticamente os seus encontros e desencontros com a divindade. No ressoar de presenças e ausências, na hora da morte exclamou: «Chegou o momento de nos vermos, meu bem-amado Senhor». Podem perguntar os incrédulos: onde esteve Jesus durante toda a sua vida? No Século XVI, outra Teresa, Santa Teresa do Menino Jesus (Lisieux), também fará eco da presença-ausência de Deus com a sua «História de uma Alma». O Deus ausente, é Deus o presente escondido, na alma de cada pessoa, que permitindo em cada reflexo do seu viver, pode ser Deus que se mostra na edificação para o bem nosso mundo. Deixemos que esse mistério nos trabalhe e dê sentido ao sonho.

O espírito escondido vem pelos sinais

Ao sétimo dia
Venha o vento pela ponta dos pinheiros
do pensamento por um sentido
vaivém que me anuncia as novas
dos amigos que nunca nos traíram
na serena visão do mistério do mundo.

Venha uma brisa suave pelas encostas
daquela infância sentida dos cheiros
e dos momentos lúdicos da paz
que a mão enrugado do avô recostado no bordão
anunciava com o sorriso aquela esperança.

Venha a língua do fogo incandescente
que diz do amor na palavra do poema
que os povos todos saboreiam
como certeza fraterna do amor
que salva da pobreza o mundo inteiro
da ganância que se instala todos os dias.

Venha a luz pelas entranhas para que eu encontre a dor
de quem sente a música, o som intemporal
na frágil raiz que em todas as horas criva o húmus
e a vida encontra o cordão azul, a veia que contorna o corpo
de quem ama o silêncio do sentido
no interior que canta a paz do encontro.

Venha a água viva o elemento completo
sempre humano e divino em simbiose
com todas as formas das ideias do sopro vivo
que cerceou o sofrimento demorado e mortífero
mesmo que nesse tudo encontre o mistério
o ritmo interminável do que veio
e do que vem por mim quando creio.
JLR 

Vamos rezar juntos

o silêncio retempera o espírito, mas também o corpo. Entremos no silêncio que nos nos busca e para o qual nós devemos estar disponíveis para encontrar nos caminhos da vida. Tanta sedução que o ruído apresenta e que nos toma tantas vezes, umas conscientes, mas outras sem sabermos bem para o que vamos e para onde vamos. Por isso, os espaços de silêncio são necessários para que no clarão interior da paz, possamos discernir opções que sejam frutíferas para a vida toda. Nem que seja por uma pequena brecha de sentido, deixemo-nos tomar de assombro pelo mistério do silêncio que nos vai revelar a coragem para seguir em frente com alegria.  

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Vamos rezar juntos

os nossos problemas são sempre os maiores problemas do mundo. Esta tentação sempre nos assiste quando os problemas surgem. Porém os nossos problemas não são mais nem menos do que os problemas dos outros. Todos os problemas são o que são, toda a gente os tem e nunca precisam de serem pesados, muitos menos medidos. Todos os problemas requerem soluções e devia ser nisso que devíamos estar concentrados quando eles surgem. Mas é inevitável não dar lugar à raiva, à revolta, à tristeza, à depressão e ao sofrimento. Tudo normal diante dos problemas. Mas não podem ser estes sentimentos a comandar os passos, as ideias, o pensamento... Passada esta fase, é a chegada a hora da serenidade, da coragem e da força do acreditar para que a solução não tarde. Os problemas existem, são normais acontecerem, também deve ser normal ter coragem e acreditar que nunca nada está perdido e que tudo tem solução enquanto estivermos neste mundo. Não existindo ou não se conseguindo solucionar algum dos problemas, a vida continua e partir com um sorriso nos lábios para outra etapa deve ser a nossa luz.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Vamos rezar juntos

o estado de inveja acontece nas coisas mais corriqueiras da vida. As relações profissionais estão cheias desta realidade. As famílias alimentam-se deste sentimento como do pão para a boca. As religiões ou as igrejas também vivem esta condição com a mesma frequência que pronunciam orações. E dos invejosos digo o mesmo que disse Ambrose Bierce, são uns covardes. E covarde para este autor era alguém que, numa situação perigosa, pensa com as pernas. Os rancores que muitas vezes as pessoas expressam uns contra os outros estão associados à inveja. Mas sobre os inimigos Oscar Wilde ensinou que a melhor resposta consiste em perdoar-lhes sempre, porque nada os aborrece tanto.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

O Espírito Santo é Deus escondido

Pão quente da Palavra... 
Domingo de Pentecostes:
O Pentecostes é a festa do Espírito de Jesus, que nos vem da Sua Palavra conhecida, vivida, anunciada."                 
Para nós cristãos, a vida não teria sabor se não fosse a dinâmica do Espírito Santo. A Igreja seria uma simples organização de homens e mulheres com interesses mundanos. As celebrações litúrgicas seriam manifestações de diversão ou para entreter os tempos livres. As festas celebrativas aos acontecimentos e aos santos seriam apenas lembranças de memória do passado, que há tempo passou pela morte. Os diversos grupos que formam a Igreja seriam estruturas sem alma que promoviam a rivalidade e a concorrência. Os membros da Igreja, seriam penas funcionários que buscavam o poder pelo poder. A sede de protagonismo ou a fama do mundo seriam as únicas motivações pelas quais todos corriam de forma desmedida e sem escrúpulos. As palavras da Igreja seriam iguais a todas as palavras pronunciadas pelas outras organizações do mundo. A caridade seria solidariedade sem alma e sem abnegação desinteressada que só o Espírito Santo enforma. O diálogo Igreja mundo seria pura diplomacia interesseira com vista a ser pura propaganda.
No dia de Pentecostes, descobre-se a universalidade do projecto de Deus - o milagre das línguas nos Actos dos Apóstolos e a proclamação de São Paulo sobre a diversidade, são provas dessa pretensão de Deus