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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Eu creio... (1)

Às sextas-feiras se a participação surgir. É o Ano da Fé, vamos lá dar o nosso contributo...
Olá amigos leitores deste espaço. Estou a inaugurar uma secção no meu blogue que se chama com esta expressão «EU CREIO…». Esta ideia saltou-me após entrar numa igreja luterana, onde numa das capelas laterais havia um espaço onde estava um móvel com imensas gavetas e ao abrimos cada uma das gavetas deparamo-nos com um texto que começa desta forma: «Sim, eu creio…», seguindo-se a reflexão em forma de credo de cada um dos intervenientes. Encontrei pessoas de várias nações e das mais variadas expressões culturais e religiosas. Nisto, pensei, que seria uma bela ideia para o blogue e que criando uma secção deste género, cada pessoa podia expressar o seu credo pessoal. Por isso, desafio-vos com esta iniciativa. Assim, agradeço que me enviem o vosso «credo» e pequena foto (pessoal ou outra) para ilustrar o vosso texto. Esta secção será publicada nas Sextas-feiras, como alimento complementar para o fim-de-semana. Vamos lá, esta é uma forma de participação e que pode ajudar tantas outras pessoas a comungarem testemunhos e exemplos de vida quanto à fé ou credo que cada pessoa abraça no seu dia-a-dia. Ou não, como é óbvio!
E eu creio?
Sim, eu creio...
Na imensidão do Mistério que nos assiste.
E o meu crer radica aí no encanto em silêncio ante esse Mistério.

Não preciso de mais. Sem normas, sem dogmas, sem qualquer outra forma de amarra ou de limite que me faça mergulhar no medo. Basta a contemplação dessa irreal realidade, que nos mergulha no desconhecido e no incerto nunca dito nem ontem, nem hoje e muito menos amanhã.
O meu crer está nessa fronteira do meu desejo e o que os outros me desejam. Nesta perplexidade deixo-me guiar até ao dia em que sei mesmo não abarcando esse saber, que entrarei na densidade do mistério e isso faz-me sentir seguro. Não estou aqui por acaso e alguma entidade comandou que eu aparecesse e estivesse aqui para alguma coisa. Por isso, sem medo deixo-me guiar neste tudo que pode ser o tudo que Deus é, que se revelará um dia quando da parcela de mistério que eu sou se faça tudo em todos.

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