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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Cem anos é uma graça

1. Um número tão redondo, faz um século numa pessoa, numa alma, num corpo, que alegremente confessa quando me despeço, uma graça. A graça de uma flor ou uma planta africana, que as cem rosas à volta do bolo de aniversário testemunharam.

2. Ali está um nome que de tão incomum para mim, obriga-me a entrar na auto estrada dos tempos modernos, a internet, para saber do seu significado, Ucília. Nessa procura rápida fui informado que este nome é também o de uma planta africana, que serve para fazer forragens.

3. A celebração de um aniversário secular atribuído a uma pessoa merece festa condizente e condignamente. Então teve-a num ambiente familiar, rodeada dos seus três filhos, cunhados e netos, ainda outras pessoas da família mais próxima e alguns amigos. Tive a Alegria de celebrar a eucaristia na sua casa e participar no jantar convívio.

4. Um momento soberbo de alegria. Porque estar na presença de uma pessoa com esta longevidade e sentir aquela emoção do peso da idade, traz-me à memória o que guardará seguramente um século na história de uma pessoa, no que diz respeito aos imensos episódios, histórias felizes e outras nem tanto, dramas incontáveis, alegrias a perder de vista e tantos altos e baixos que um século em qualquer circunstância sempre testemunha, mas, mais ainda se se trata da vida de uma pessoa.

5. Nós que nos vemos a contemplar esta «graça», sempre gostamos de saber do segredo para tão longa vida física… Uma outra pessoa já me tinha dito do alto dos seus 107 anos, «fui uma pessoa muito feliz», a Dª Ucília com aquela rica ternura, disse-me «é uma graça». É sim, uma graça a vida ir longe, quando não faltam o carinho, o cuidado desinteressado e a dedicação quotidiana de anjos, muitos anjos que este mundo tem, apesar de tudo, a habitar dentro de tantas das nossas casas.


6. Muitos parabéns Dª Ucília. São também extensivos à sua família que dedicadamente ali está todos os dias em todas as horas, fazendo valer que a vida só é possível quando é cuidada com as mãos do amor, regada com a água do carinho, partilhada com o pão da paz e quando é se sempre feita aturada limpeza com um sorriso nos lábios. Não há segredo nenhum, este é o segredo e devia ser dessa «graça» que me falava também a «planta» Dª Ucília, contando os seus cem anos de vida aqui diante dos meus olhos. 

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